Quem pede orçamento de site institucional costuma receber valores muito diferentes para o que parece ser o mesmo pedido. A diferença quase sempre está no escopo: o que cada proposta inclui, e o que deixa de fora. Abaixo estão os fatores que mais pesam no preço e as perguntas que ajudam a comparar propostas.
1. Número e tipo de páginas
Uma página inicial, uma página de serviços e uma de contato exigem bem menos trabalho do que um site com uma página para cada serviço, área de notícias e páginas de equipe. Páginas com estrutura própria (por exemplo, uma página de serviço com perguntas frequentes e chamadas para contato) levam mais tempo do que páginas que repetem o mesmo modelo.
2. Quem produz o conteúdo
Textos, fotos e vídeos são o item mais subestimado. Se a empresa entrega o conteúdo pronto, o trabalho é organizar e diagramar. Se a agência precisa entrevistar a equipe, escrever os textos ou produzir imagens, isso é outro serviço, que deve estar descrito na proposta.
3. Design sob medida ou modelo pronto
Um tema pronto adaptado à marca custa menos e é entregue mais rápido. Um design sob medida parte da estratégia e da identidade da empresa e costuma incluir arquitetura de conteúdo, wireframes e protótipo. Nenhum dos dois é errado: depende de quanto o site precisa se diferenciar.
4. Tecnologia e edição pelo cliente
Se a equipe da empresa precisa editar textos e publicar novidades sem depender da agência, o site precisa de um painel de administração. Isso influencia a escolha da tecnologia e o tempo de desenvolvimento.
5. Integrações
Formulários que enviam contatos para um CRM, agendamento online, chat, área do cliente ou integração com sistemas internos aumentam o escopo técnico. Cada integração precisa ser configurada, testada e mantida.
6. Itens que não deveriam ser opcionais
Alguns cuidados parecem detalhes, mas evitam problemas depois:
- Versão para celular: boa parte das visitas vem do celular.
- SEO técnico: títulos, descrições, dados estruturados, sitemap e velocidade de carregamento.
- Acessibilidade: contraste, navegação por teclado e textos alternativos (Lei nº 13.146/2015, art. 63).
- LGPD: política de privacidade, consentimento de cookies quando houver ferramentas de análise ou marketing, e formulários que pedem só o necessário.
- Segurança: HTTPS, proteção contra spam nos formulários e atualizações.
7. Custos que ficam fora do orçamento da agência
Domínio, hospedagem, e-mail profissional, licenças de fontes ou imagens e ferramentas pagas costumam ser contratados à parte. Pergunte quais custos recorrentes o site terá depois de pronto e em nome de quem as contas serão registradas (o ideal é que fiquem em nome da sua empresa).
Como comparar propostas
- Quais páginas estão incluídas, uma a uma?
- Quem escreve os textos e fornece as imagens?
- Quantas rodadas de ajuste cada etapa tem?
- O site fica adequado à LGPD e acessível?
- O que acontece depois da entrega: garantia, suporte e manutenção?
- De quem é o código e os arquivos depois do pagamento?
Uma proposta mais barata que não inclui conteúdo, SEO técnico ou adequação à LGPD pode sair mais cara quando esses itens precisarem ser feitos depois.